terça-feira, 15 de agosto de 2023

 

Novas tendências da Gestão de Pessoas

A gestão de pessoas vem passando uma grande evolução nos últimos anos.

A área de RecursosHumanos é relativamente nova, pois surgiu no início do século 20. Na época, seu nome foi RelaçõesIndustriais devido à força do impacto da Revolução Industrial sobre as relações que envolviamempregador e empregado. Do antigo Departamento de Pessoal reativo, operacional e burocrático dadécada de 30, surge na década de 90 como fruto da revolução tecnol ógica a área de Gestão dePessoas como conhecemos hoje. A Gestão de Pessoas passa a ser associada ao capital intelecutal,gestão dos talentos e ao capital humano. Questões como desenvolvimento pessoal, carreira, empregabilidade, educação continuada, unive rsidade corporativa, consultoria interna de RH, competências passam a fazer parte do novo cenário dos Recursos Humanos.

Diante de um cenário cada vez mais turbulento, instável, competitivo, o papel da Gestão de Pessoas passa a ser cada vez mais important e, dentre as novas tendências na área de gestão de pessoas, destacam se:

- Modelo de trabalho híbrido como resultado da pandemia do coronavírus, forçando as organizações a adaptarem suas estruturas tradicionais, visando atrair e reter talentos.

- Treinamento online consolidado definitivamente na pandemia do coronavírus como uma modalidade fundamental para fins de capacitação.

- Transformação digital do RH (tecnologia, inteligência artificial, automação, people analytics).

- O uso da inteligência artificial na Gestão de Pessoas especialmente no processo de recrutamento e seleção de pessoas.

- A valorização das soft skills competências e habilidades comportamentais e sociais ), tendo em vista que muitos profissionais são admitidos pelas hard skills c ompetências técnicas, conhecimentos formais, escolaridade, qualificações), mas acabam sendo demitidos pelas competências comportamentais.

- People analytics método de gestão de pessoas baseado na coleta e análise de dados sobre os funcionários de uma empresa.

- Profissionais de gestão de pessoas como protagonistas dos processos relacionados ao ESG (ambiental, social e governança) nas empresas, especialmente nas questões relacionadas ao social, tais como, inclusão, diversidade, nas ações de combate a desigualdade e a discriminação.

- Fortalecimento da cultura, engajamento e pesquisa de clima organizacional.

- Utilização dos indicadores do RH, pois o que não pode ser medido, não pode ser gerenciado, assim é importante que a gestão de pessoas estabeleça as métricas necessárias a aferição dos resultados.

- Employee Experience , ou na tradução em português, experiência do colaborador. Quando a experiência do colaborador é positiva, a marca empregadora ( employer branding ) ganha pontos no mercado e passa a contar com maior facilidade para atrair talentos e engajar seus profissionais.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Engenharia & Mudança

Mudar é necessário para evoluir, mas mudar com critérios é fundamental para garantir que o sucesso nos projetos sejam alcançados.

A mudança sem pensar com ausência de planejamento é crítico para o sucesso na engenharia. Falamos e discutimos muito sobre reutilização, reciclagem,  redução e por aí adiante.

Mas pouco falamos sobre o descarte. Sabe aquele processo que está obsoleto,  a versão do software de 15 anos atrás, métodos ultrapassados, mas insistimos em usar porque ainda funciona e nos atende?

Imagino que pensando assim, o próximo passo do descarte será o de pessoas. E descarte de pessoas que não mudaram é uma realidade dura de assistir.

Numa área tão inovadora quanto a engenharia, descartar para mudar é indispensável. Descartar os pensamentos resistentes à mudança é um exercício.
Descartar e Repensar necessita conhecimento, atitudes e mão na massa. Isso faz a engenharia se mover e inovar . A visão sistêmica que a engenharia proporciona, é uma grande oportunidade para descartar e inovar.

Criticar, discutir e não apresentar nenhuma realização é propaganda enganosa.  Simples assim!





sábado, 24 de novembro de 2018

Gerenciamento de Projetos e Colaboratividade

Pensando numa manhã chuvosa sobre os processos e disciplinas descritos no guia de boas práticas do PMBOK, começo a refletir sobre o real sentido, além dos benefícios ao negócio que o registro a as documentações podem proporcionar.
Creio que em qualquer área de conhecimento e atuação é indispensável o compartilhamento das informações geradas entre todos os envolvidos e as partes interessadas. Quando o compartilhamento é real, todos ganham e consequentemente agrega-se mais valor aos entregáveis. Tenho certeza que compartilhar não é fácil. Envolve pessoas com comportamentos, formações e formas de abordagens a um mesmo problema de maneiras distintas. Porém quando se propõem  a enfrentar e respeitar as diferentes opiniões,  o nível de maturidade que se atinge na equipe mostra, além de compartilhamento, uma nova competência que é a Colaboratividade. Acredito quem agindo assim, teremos equipe de alto desempenho e um excelente projeto entregue.

sábado, 10 de novembro de 2018

Planejando a Ação

Refletindo sobre a quantidade de ferramentas e tecnologias fantásticas que temos a disposição para planejar um projeto com competência, habilidade e eficácia fico me perguntando o motivo de muitas vezes ouvir que o planejamento estava furado, que nenhum prazo foi cumprido, que as entregas foram insuficientes e a coordenação foi ruim.

Eu tenho percebido que ferramentas tecnológicas usadas sem o conhecimento necessário para operá- las, mal implementadas e com profissionais sem o conhecimento necessário do negócio ao qual está ligado, gera frustrações e prejuízos para todos.

Destaco que valorizar e respeitar o conhecimento profissional dos envolvidos é um passo importante para chegar a um resultado de planejamento com sucesso e garantir que a execução do planejamento  seja garantida.
Claro que para chegar num resultado ótimo é necessário muita discussão com idéias e opiniões contrárias, organizadas e estruturadas de uma forma que traga crescimento profissional, pessoal e produza além de um ótimo planejamento, pessoas de alto desempenho com senso de equipe e respeito.

domingo, 4 de novembro de 2018

Gerenciamento de Projetos e Benefícios

Em conversas formais e informais é muito comum a discussão que o gerenciamento de projetos deixa a estrutura "engessada". Penso que a discussão deve ser direcionada para os benefícios que um gerenciamento de projetos pode gerar. A discussão que cai para o lado do engessamento é porque muitas vezes foi feito um gerenciamento que não agregou valor ao negócio,  mas trouxe burocracia, desgastes e aborrecimentos. Os benefícios que o gerenciamento de projetos devem trazer, na minha opinião pode ser :
- Ótica do aprendizado e uma enriquecedora lista de lições aprendidas;
- Ótica financeira e um interessante retorno do investimento, proporcionando benefícios financeiros;
- Ótica social, proporcionando bem estar e conforto social  que pode produzir benefícios de melhoria de produtividade , redução em índices de acidente de trabalho, rotatividade e incontáveis avanços.

Há bem mais benefícios que podem e devem ser descritos , mas tento aqui associar a importância do gerenciamento de projetos e benefícios associados com indicadores qualitativos e quantitativos.
Um ponto é certo, muita leitura, cursos, palestras,  associadas à prática profissional produzirão conteúdo necessário para avaliar e destacar os benefícios de uma eficaz gestão de projetos.

sábado, 27 de outubro de 2018

Gerenciamento de Projetos e Lições Aprendidas

Desperta muito a minha  atenção a lista de lições apreendidas que costuma ser registrada ao final de um projeto.
Mas pensando e lendo numa manhã de sábado, reflito que lições aprendidas tornam-se reais e úteis se realmente se concretizam como aprendizado.
O aprendizado e a evolução é que nos tornam profissionais mais capacitados, mais maduros e conscientes que precisamos aprender sempre de forma continuada e com valor.
"Achar" que aprendemos algo e registramos como lições aprendidas senão praticarmos será apenas um registro e fará com que a persistência aos erros e desacertos não nos faça mover em frente.
Botar a mão na massa e pensar sempre no que estamos fazendo e como podemos melhorar parece uma lição a aprender.
Até a próxima e CARPE DIEM!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Educação por Competências

As intensas mudanças, clientes cada vez mais exigentes, busca incessante pela qualidade e produtividade, inovações tecnológicas, competitividade acirrada, decorrentes da globalização, impôs as organizações à necessidade de diferenciais compatíveis com as exigências do mercado atual.

O grande volume de informações a gerenciar faz com que o conhecimento seja a principal vantagem competitiva estratégica das empresas que almejam sucesso e neste contexto o foco é nas pessoas que são aquelas que os detém.

Contudo, o sistema tradicional não responde mais aos múltiplos desafios que se apresentam no mercado de trabalho competitivo e globalizado, surgindo assim a necessidade de um tipo de educação corporativa que atenda aos novos anseios.

De um lado as empresas lutando para minimizar a obsolescência do conhecimento e do outro o profissional lutando para reaprender continuamente, se adaptar ao novo perfil exigido pelo mercado e manter a empregabilidade.

Neste cenário, a educação com foco em competências apresenta-se como uma importante estratégia a ser adotada pelas empresas no desenvolvimento dos seus profissionais.

Educação é toda influência que o ser humano recebe do ambiente social, durante toda a sua existência, a fim de adaptar-se às normas a aos valores sociais vigentes e aceito. O ser humano, todavia, recebe influências, assimila-as de acordo com suas inclinações e enriquece ou modifica seu comportamento dentro de seus próprios padrões pessoais.

Paulo Freire aborda a diferença entre treinar e educar, descrevendo que treinar é aprender as técnicas e habilidades necessárias para determinado fim, enquanto que educar é muito mais que isso, “não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.”

Na opinião do Prof. Chiavenato a educação profissional é a educação institucionalizada, que visa ao preparo do homem para a vida profissional. Compreende, desta forma, três etapas independentes, mas perfeitamente distintas:

Que prepara a pessoa para uma profissão: formação profissional;
Que aperfeiçoa a pessoa para uma carreira:  aperfeiçoamento ou desenvolvimento profissional;
Que adapta a pessoa para uma função: treinamento;

Competências são conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que quando mobilizados adequadamente agregam valor ao negócio, valor social ao indivíduo, impactando favoravelmente nos resultados.

Como a necessidade de aprender das pessoas passou a ser permanente e a capacidade de gerir conhecimento por parte das empresas também, a educação com foco em competências possibilita aos gestores no mundo corporativo, identificar quais os conhecimentos, habilidade e atitudes são desejáveis aos profissionais do século XXI, confrontar com os conhecimentos, habilidade e atitudes existentes e desenvolver programas de educação que vise suprir esta lacuna -GAPS – (competências desejáveis x competências existentes), tornando assim a organização mais competitiva e preparada para os desafios decorrentes da globalização e da era do conhecimento.

Somente com um programa de educação corporativo de qualidade e afinado com as modernas ferramentas de gestão é que a organização terá uma fonte de vantagem competitiva sustentável e as pessoas passarão a ter um papel ativo de receber, pesquisar, modificar e transformar informação em conhecimento adquirido através de uma aprendizagem significativa. Neste contexto a educação por competências aparece como um importante recurso a ser explorado.

Tipos de competências existentes:

Competências organizacionais, essenciais ou chave;
Competências gerenciais;
Competências do cargo;
Competências por processo;
Competências individuais.