sexta-feira, 3 de setembro de 2010

QUALIDADE: CONCEITOS E EVOLUÇÃO - por Mônica Mello

O conceito de qualidade está longe de ser algo novo, mas apenas recentemente surgiu como função gerencial formal. Conhecida há milênios, a qualidade desenvolveu-se a partir de quatro eras básicas: a inspeção, o controle estatístico da qualidade, garantia da qualidade e gestão estratégica da qualidade (gestão da qualidade total).

Como resultado da busca da excelência empresarial, hoje fator de sobrevivência para qualquer empresa que almeje sucesso diante da acirrada concorrência e mudanças tecnológicas profundas, encontra-se a busca da Gestão da Qualidade Total  que incorpora a valorização do ser humano em todos os níveis hierárquicos e áreas das organizações.

 Não há como se falar em qualidade total sem mencionar a qualidade de vida das pessoas que compõem a organização e que são as responsáveis diretas pela produção dos produtos e serviços. Para Juran (1991), o ser humano é, sem dúvida, a última grande descoberta da tecnologia moderna a ser estudada.

A gestão estratégica da qualidade total surge na tentativa   de responder aos anseios de consumidores cada vez mais exigentes, competitividade acirrada, mudanças tecnológicas profundas, haja vista que a partir da década de 80, a produção sem defeitos, objeto do controle estatístico da qualidade, tinha um escopo ainda limitado, surgindo uma visão mais abrangente da qualidade, mas voltada para fora.

Outro aspecto importante que marca o início da era da Gestão da Qualidade Total ocorreu no final da década de 70, quando grandes empresas americanas se viram ameaçadas pela invasão de produtos japoneses de alta qualidade em seus mercados, e iniciaram esforços no sentido de recuperá-lo, determinando a aplicação progressiva da qualidade em todos os aspectos do negócio (BARÇANTE E CASTRO, 1999).

Alguns pontos básicos da era da Gestão Estratégica da Qualidade Total podem ser resumidos a seguir:

- Produtos e serviços com base nos interesses do consumidor (consumidor é o rei);
- A responsabilidade pela qualidade é de todos, sendo que a alta direção deve estar exercendo forte liderança para mobilizar a todos na organização;
- Qualidade passa a ser visualizada como uma oportunidade de concorrência;
- Empresas passam a abrir um canal de contato direto com os consumidores a partir da oferta de serviços gratuitos a eles (SAC, call center, ouvidoria);
- "Total" significa todas as partes da organização (cliente interno);
- Todos os custos da qualidade são considerados;
- Todo melhoramento da qualidade deve ser visto como um processo contínuo;
- A qualidade dever ser vista como uma nova filosofia empresarial, com mudança cultural que permita a adoção de todos os princípios ligados à qualidade total, para tanto faz-se necessários ainda ambientes de trabalho adequados (clima organizacional favorável e nova filosofia);
- O papel dos profissionais da qualidade não é mais aquele de só inspecionar, amostrar, contar, aplicar métodos estatísticos, mas principalmente de educar e treinar para adoção da qualidade em todas as partes da empresa, atuando como consultor de outras áreas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quando me Amei de Verdade (Charles Chaplin)

Como o momento está para reflexão aqui vai mais um.

Quando me amei de verdade...

Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
Então, pude relaxar.
Hoje, sei que isso tem nome: auto-estima
Quando  me amei de verdade, pude perceber que minha angústia ,  meu sofrimento emocional, não passa de um sinal  de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje, sei que  isso é: autenticidade
Quando em amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje, chamo isso de: amadurecimento
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar  alguma situação  ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa  não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje, sei que o nome disso é: respeito
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse  saudável: pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa  que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de   egoísmo.
Hoje, sei que se chama: amor-próprio
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos.
Hoje, descobri a: humildade 
Quando  me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é quando a vida acontece.
Hoje, vivo um dia de cada vez. Isso é: plenitude
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é: SABER VIVER!!!

Charles Chaplin

Oportunidades Únicas

Amyr Klynk em seu livro Paraty

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Projetos de Engenharia e Tecnologia.

Quando elaboramos um projeto de engenharia, devemos ter a clareza que este surge  por uma necessidade de negócio, por melhoria na qualidade de vida das pessoas e ou sociedade e ter a consciência do impacto positivo que este projeto e futuro empreendimento irá causar na vida das pessoas.

Há também algum impacto negativo, que deverá ser analisado com muito cuidado e de forma técnica. A relação custo/benefício na qualidade de vida deve ser isenta de paixão.

Desenvolver habilidades análiticas, racionais e até com sentimento para viabilizar o empreendimento, influenciará na boa qualidade do projeto e no êxito da construção e futura operação.

De uma forma simplista (ou simplória), considero tópicos importantes para este processo:

- Reutilização de dados, informações e conhecimentos em projetos e soluções similares;
- Redução de prazos sem comprometer qualidade e segurança, com uso de ferramentas tecnológicas adequadas, assim como capacitação das pessoas envolvidas em cada etapa do processo;
- Reciclagem de materiais, processos e idéias, ou seja, novas abordagens para o mesmo problema, podem contribuir para soluções inovadoras.

Estes simples quesitos poderão contribuir de forma substancial para um processo inovador, com melhorias de produtividade no projeto, construção, operação e manutenção.
Repare que nesta postagem, tratei a engenharia como um processo, onde as etapas podem e devem ser trabalhadas de forma interdisciplinar, pois permite o trabalho em paralelo de muitas etapas, possibilitando um entendimento harmônico (ou quase) entre as disciplinas/departamentos envolvidos.

Renato Miranda

Tempo em Fatias

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, ao que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou   a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses são suficientes para qualquer ser humano se cansar  e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação  e começa tudo outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 29 de junho de 2010

A verdadeira história dos cegos e o elefante - O que houve depois

A história dos cegos e do elefante está disseminada por aí, em várias versões. Mas nenhuma conta o que aconteceu depois. Corrigimos isso a tempo, confira.

Era uma vez seis cegos à beira de uma estrada. Um dia, lá do fundo de sua escuridão, eles ouviram um alvoroço e perguntaram o que era.
Era um elefante passando e a multidão tumultuada atrás dele Os cegos não sabiam o que era um elefante e quiseram conhecê-lo.
Então o guia parou o animal e os cegos começaram a examiná-lo:
Apalparam, apalparam...Terminado o exame, os cegos começaram a conversar:
— Puxa! Que animal esquisito! Parece uma coluna coberta de pêlos!
— Você está doido? Coluna que nada! Elefante é um enorme abano, isto sim!
— Qual abano, colega! Você parece cego! Elefante é uma espada que quase me feriu!
— Nada de espada e nem de abano, nem de coluna. Elefante é uma corda, eu até puxei.
— De jeito nenhum! Elefante é uma enorme serpente que se enrola.
— Mas quanta invencionice! Então eu não vi bem? Elefante é uma grande montanha que se mexe.
E lá ficaram os seis cegos, à beira da estrada, discutindo partes do elefante. O tom da discussão foi crescendo, até que começaram a brigar, com tanta eficiência quanto quem não enxerga pode brigar, cada um querendo convencer os outros que sua percepção era a correta. Bem, um não participou da briga, porque estava imaginando se podia registrar os direitos da descoberta e calculando quanto podia ganhar com aquilo.
A certa altura, um dos cegos levou uma pancada na cabeça, a lente dos seus óculos escuros se quebrou ferindo seu olho esquerdo e, por algum desses mistérios da vida, ele recuperou a visão daquele olho. E vendo, olhou, e olhando, viu o elefante, compreendendo imediatamente tudo.
Dirigiu-se então aos outros para explicar que estavam errados, ele estava vendo e sabia como era o elefante. Buscou as melhores palavras que pudessem descrever o que vira, mas eles não acreditaram, e acabaram unidos para debochar e rir dele.
Morais da história:
Em terra de cego, quem tem um olho anda vendo coisas.
Quando algo é percebido como verdade, o que é diferente parece mentira.
Problemas comuns unem.
Se você for falar sobre um bicho para uma pessoa que nunca viu um, melhor fazer com que ela o veja primeiro.
Virgílio Vasconcelos Vilela

Mônica Mello: OS NOVOS CAMINHOS DA APRENDIZAGEM ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – EaD

A conscientização dos direitos do cidadão e a conseqüente exigência cada vez maior pela qualidade tem levado às empresas a aprimorar seus processos e resultados. A melhoria de processos e resultados passa pela qualificação e atualização constante e o sistema de ensino tradicional não mais consegue dar conta de atender essa demanda.

Como a sociedade moderna está inserida num processo de reestruturação para adequação do modelo industrial para um modelo onde o conhecimento é visto como a maior riqueza para uma organização, que reconhece uma nova arquitetura organizacional e de gestão coletiva, a solução está na utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à construção de um canal de comunicação adequado, que possibilite o fortalecimento das relações.

O grande volume de informações que se precisa obter e gerenciar num curto espaço de tempo impõe a necessidade de romper com as distâncias espaciais e temporais. Neste contexto, a Educação a Distância contribui sobremaneira com a qualificação dos profissionais que passam a não mais depender apenas do meio tradicional de aprendizagem.

A economia globalizada e a forte influência dos meios de comunicação e dos recursos de informática aliados a mudança de paradigma da ciência não comportam um ensino que se caracterize por uma prática pedagógica conservadora, repetitiva e acrítica.

A educação, frente a essa nova realidade, deve refletir sobre seu papel e propor novos rumos, que atendam não só as exigências do mercado de trabalho no qual os alunos estão inseridos, mas também, e principalmente, que promovam o desenvolvimento de cidadãos críticos, criativos, autônomos, que possam solucionar problemas em contextos imprevistos, que sejam agentes de transformação do meio em que vivem – sujeitos de seu próprio ambiente.

Num caráter mais amplo, a tecnologia da informação, entendida como os recursos de hardware, software e redes de computadores, pode ajudar a melhoria da qualificação profissional, a tornar mais acessíveis e conhecidas as políticas educacionais dos países, os projetos pedagógicos das escolas de todos os níveis e melhoria dos serviços prestados à população brasileira.

Neste cenário há sem dúvida uma crescente valorização da Educação a Distância – EaD devido à crença na sua capacidade de cumprir metas de instrução com uma baixa razão custo/benefício e largo alcance territorial.

A Educação a Distância é uma modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas majoritariamente sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar à mesma hora fisicamente, mas podem estar interligados por tecnologias, principalmente a internet, podendo ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, etc.

A Educação a Distância depende para o seu êxito - além de sistemas e programas bem definidos - de recursos humanos capacitados, material didático adequado e, fundamentalmente, de meios apropriados de se levar o ensinamento desde os centros de produção até o aluno, devendo existir instrumentos de apoio para orientação aos estudantes através de pólos regionais. Essa conjugação de ferramentas permite resultados altamente positivos em qualquer lugar do mundo. Neste contexto destaca-se a importância do ambiente virtual de aprendizagem.