quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Educação por Competências

As intensas mudanças, clientes cada vez mais exigentes, busca incessante pela qualidade e produtividade, inovações tecnológicas, competitividade acirrada, decorrentes da globalização, impôs as organizações à necessidade de diferenciais compatíveis com as exigências do mercado atual.

O grande volume de informações a gerenciar faz com que o conhecimento seja a principal vantagem competitiva estratégica das empresas que almejam sucesso e neste contexto o foco é nas pessoas que são aquelas que os detém.

Contudo, o sistema tradicional não responde mais aos múltiplos desafios que se apresentam no mercado de trabalho competitivo e globalizado, surgindo assim a necessidade de um tipo de educação corporativa que atenda aos novos anseios.

De um lado as empresas lutando para minimizar a obsolescência do conhecimento e do outro o profissional lutando para reaprender continuamente, se adaptar ao novo perfil exigido pelo mercado e manter a empregabilidade.

Neste cenário, a educação com foco em competências apresenta-se como uma importante estratégia a ser adotada pelas empresas no desenvolvimento dos seus profissionais.

Educação é toda influência que o ser humano recebe do ambiente social, durante toda a sua existência, a fim de adaptar-se às normas a aos valores sociais vigentes e aceito. O ser humano, todavia, recebe influências, assimila-as de acordo com suas inclinações e enriquece ou modifica seu comportamento dentro de seus próprios padrões pessoais.

Paulo Freire aborda a diferença entre treinar e educar, descrevendo que treinar é aprender as técnicas e habilidades necessárias para determinado fim, enquanto que educar é muito mais que isso, “não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.”

Na opinião do Prof. Chiavenato a educação profissional é a educação institucionalizada, que visa ao preparo do homem para a vida profissional. Compreende, desta forma, três etapas independentes, mas perfeitamente distintas:

Que prepara a pessoa para uma profissão: formação profissional;
Que aperfeiçoa a pessoa para uma carreira:  aperfeiçoamento ou desenvolvimento profissional;
Que adapta a pessoa para uma função: treinamento;

Competências são conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que quando mobilizados adequadamente agregam valor ao negócio, valor social ao indivíduo, impactando favoravelmente nos resultados.

Como a necessidade de aprender das pessoas passou a ser permanente e a capacidade de gerir conhecimento por parte das empresas também, a educação com foco em competências possibilita aos gestores no mundo corporativo, identificar quais os conhecimentos, habilidade e atitudes são desejáveis aos profissionais do século XXI, confrontar com os conhecimentos, habilidade e atitudes existentes e desenvolver programas de educação que vise suprir esta lacuna -GAPS – (competências desejáveis x competências existentes), tornando assim a organização mais competitiva e preparada para os desafios decorrentes da globalização e da era do conhecimento.

Somente com um programa de educação corporativo de qualidade e afinado com as modernas ferramentas de gestão é que a organização terá uma fonte de vantagem competitiva sustentável e as pessoas passarão a ter um papel ativo de receber, pesquisar, modificar e transformar informação em conhecimento adquirido através de uma aprendizagem significativa. Neste contexto a educação por competências aparece como um importante recurso a ser explorado.

Tipos de competências existentes:

Competências organizacionais, essenciais ou chave;
Competências gerenciais;
Competências do cargo;
Competências por processo;
Competências individuais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Projeto de Engenharia é um Desenvolvimento de Produto - por Renato Miranda

A primeira coisa que vem à cabeça quando falamos sobre desenvolvimento de produto, é um produto industrial, um eletrodoméstico, um carro, uma roupa, enfim, várias possibilidades, exceto um projeto de engenharia, que aliás, o termo projeto de engenharia, possivelmente é o encontro de uma solução proposta. O projeto de uma casa nada mais é que uma solução que agrada (atende as expectativas) de seus donos (Clientes).

O projeto de uma obra de engenharia, como por exemplo, uma ampliação de fábrica, uma planta de óleo e gás, uma central hidrelétrica, é o desenvolvimento de uma solução, num determinado tempo, elaborado uma única vez, com um propósito, com recursos finitos, para um determinado cliente e também conta com incertezas.

Parece familiar, não? Ou seja, é o caso típico da prática segundo os conceitos teóricos.

E como estamos tratando o projeto de engenharia como um produto, que tal destacarmos alguns conceitos sobre o desenvolvimento de produto?

- Conceber um produto: ideias, informações de mercado, analisar viabilidades.

- Conceituar o produto: detalhar as características técnicas e requisitos funcionais, composto por uma equipe multifuncional, tais como, engenheiros, administradores, marketing, qualidade.

- Projetar produto e processo: é o detalhamento em si, executado por especialistas de áreas específicas, segundo um fluxo de trabalho  que pode ocorrer em paralelo.

- Homologar produto: importante para certificações, como ISO 9000 e QS 9000, programa de testes desse produto.

- Homologar processo: uma vez o produto aprovado partir para a execução, seguindo o cronograma.

- Ensinar empresa: é a parte de transmitir e compartilhar as informações.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Disciplinas do Gerenciamento - por Renato Miranda

Complementando os atributos de projetos, segundo o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) das boas práticas em gestão de projetos, vamos destacar aqui as disciplinas do gerenciamento:

- Escopo: O que será feito, como será elaborado.

- Tempo: prazo para execução, cronograma de atividades.

- Custo: recursos financeiros, valor monetário, orçamento.

- Qualidade: atender as necessidades e expectativas.

- Recursos Humanos: pessoas e interdisciplinaridade.

- Risco: incertezas, chances de sucesso/fracasso.

- Comunicação: documentação, registro, históricos.

- Aquisição: necessidades materiais para viabilizar.

- Integração: envolvimento amplo e geral.

Associado as disciplinas de gerenciamento, é fundamental o conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos, incluindo:

- Definição do ciclo de vida do projeto (estruturação).

- Grupos de processos do gerenciamento de projetos (reconhecer formalmente a sua existência).

- As áreas e disciplinas de conhecimento (distribuição de tarefas, habilitar, capacitar).

Pensando bem, tudo é um Projeto e devemos usar as boas práticas para garantir o sucesso de forma mais rápida, mais barata e melhor. São as palavras de ordem do mercado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Atributos de Projeto (Renato Miranda)

Para definir um projeto além de termos técnicos e processos, é preciso também envolver funções, responsabilidades e coordenações. Embora sejam definições básicas, é importante e interessante colocá-las num planejamento antes de seguir a frente de um novo desafio de projeto.

Os principais atributos de um projetos são:
- Temporário:  por tratar-se de um evento, tem início, meio e fim, com prazo de encerramento;

- Único:  caráter de exclusividade, por exemplo, construção de um porto, uma estrada, uma pequena central hidrelétrica (PCH). Todos os estudos e planejamentos realizados para um local específico;

- Próposito ou Objetivo: um porto, por exemplo, citado acima, tem por objetivo facilitar o escoamento e melhorar a logística de transporte de uma dada região. A Estrada, proporcionar acessibilidade, novos negócios e crescimento de uma região. Uma PCH, solucionar o fornecimento de energia elétrica de uma necessidade específica, de forma rápida e eficaz;

- Recursos: relacionado a todo o tipo de estrutura necessária para viabilizar um empreendimento, seja profissionais qualificados, meio de locomoção, equipamentos, dinheiro e por aí vai.

- Cliente: a quem vai servir, o público destinado.

- Incertezas: os riscos, possibilidades de fracasso, a não previsibilidade.

Uma coisa é certa; para o êxito no desafio de um projeto, precisamos considerar o grau de comprometimento da equipe. Aliás pessoas/profissionais que não demonstram comprometimento, podem ser denominadas de bando ou grupo, mas nunca de equipe.

Equipe trabalha em conjunto, onde cada um faz sua parte, tem tarefas bem definidas e procura auxiliar sempre o próximo companheiro em seu fluxo de trabalho

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MARKETING PESSOAL TAMBÉM É COMPORTAMENTO !!

(COMPORTAMENTOS PREJUDICIAIS DURANTE A ENTREVISTA)

  • NÃO ESTAR ADEQUADAMENTE VESTIDO COM A  FORMALIDADE QUE A SITUAÇÃO EXIGE
  • MASCAR CHICLETE
  • FALAR SEM OLHAR NOS OLHOS DO INTERLOCUTOR
  • SER ARROGANTE E AUTORITÁRIO
  • FALAR DEMAIS
  • DEMONSTRAR ANSIEDADE
  • CONSUMIR BEBIDAS ALCOÓLICAS DURANTE JANTARES E ALMOÇOS DE NEGÓCIO
  • FUMAR DURANTE A ENTREVISTA
  • CHEGAR ATRASADO
  • FALAR MAL DE EX-EMPREGADORES
  • ASSEDIAR O ENTREVISTADOR
  • INVADIR O ESPAÇO DO ENTREVISTADOR COM PALAVRAS OU GESTOS
  • COLOCAR OBJETOS NA MESA DO ENTREVISTADOR
  • NÃO DESLIGAR O TELEFONE CELULAR OU ATENDÊ-LO  DURANTE A ENTREVISTA

Primavera

E porque é primavera, ou quase, lá vai  um momento reflexão.

Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles”.

Rubem Alves

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

QUALIDADE: CONCEITOS E EVOLUÇÃO - por Mônica Mello

O conceito de qualidade está longe de ser algo novo, mas apenas recentemente surgiu como função gerencial formal. Conhecida há milênios, a qualidade desenvolveu-se a partir de quatro eras básicas: a inspeção, o controle estatístico da qualidade, garantia da qualidade e gestão estratégica da qualidade (gestão da qualidade total).

Como resultado da busca da excelência empresarial, hoje fator de sobrevivência para qualquer empresa que almeje sucesso diante da acirrada concorrência e mudanças tecnológicas profundas, encontra-se a busca da Gestão da Qualidade Total  que incorpora a valorização do ser humano em todos os níveis hierárquicos e áreas das organizações.

 Não há como se falar em qualidade total sem mencionar a qualidade de vida das pessoas que compõem a organização e que são as responsáveis diretas pela produção dos produtos e serviços. Para Juran (1991), o ser humano é, sem dúvida, a última grande descoberta da tecnologia moderna a ser estudada.

A gestão estratégica da qualidade total surge na tentativa   de responder aos anseios de consumidores cada vez mais exigentes, competitividade acirrada, mudanças tecnológicas profundas, haja vista que a partir da década de 80, a produção sem defeitos, objeto do controle estatístico da qualidade, tinha um escopo ainda limitado, surgindo uma visão mais abrangente da qualidade, mas voltada para fora.

Outro aspecto importante que marca o início da era da Gestão da Qualidade Total ocorreu no final da década de 70, quando grandes empresas americanas se viram ameaçadas pela invasão de produtos japoneses de alta qualidade em seus mercados, e iniciaram esforços no sentido de recuperá-lo, determinando a aplicação progressiva da qualidade em todos os aspectos do negócio (BARÇANTE E CASTRO, 1999).

Alguns pontos básicos da era da Gestão Estratégica da Qualidade Total podem ser resumidos a seguir:

- Produtos e serviços com base nos interesses do consumidor (consumidor é o rei);
- A responsabilidade pela qualidade é de todos, sendo que a alta direção deve estar exercendo forte liderança para mobilizar a todos na organização;
- Qualidade passa a ser visualizada como uma oportunidade de concorrência;
- Empresas passam a abrir um canal de contato direto com os consumidores a partir da oferta de serviços gratuitos a eles (SAC, call center, ouvidoria);
- "Total" significa todas as partes da organização (cliente interno);
- Todos os custos da qualidade são considerados;
- Todo melhoramento da qualidade deve ser visto como um processo contínuo;
- A qualidade dever ser vista como uma nova filosofia empresarial, com mudança cultural que permita a adoção de todos os princípios ligados à qualidade total, para tanto faz-se necessários ainda ambientes de trabalho adequados (clima organizacional favorável e nova filosofia);
- O papel dos profissionais da qualidade não é mais aquele de só inspecionar, amostrar, contar, aplicar métodos estatísticos, mas principalmente de educar e treinar para adoção da qualidade em todas as partes da empresa, atuando como consultor de outras áreas.